São Conrado de Parzham — 21 de Abril

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Por Olívia Rodrigues

João Evangelista nasceu, a 22 de Dezembro de 1818, em Parzham, Alemanha, numa família de agricultores católicos com dez filhos, sendo ele o penúltimo.

Frequentou a escola apenas durante o tempo considerado obrigatório, pois era necessário para o trabalho de cultivo, na propriedade familiar, no vale do rio Rott.

Exerceu as funções de lavrador mesmo depois de ter ficado órfão, aos dezasseis anos de idade; mas a sua profunda devoção à Virgem Maria e a caridade que dispensava aos irmãos mais necessitados fizeram-no, aos trinta e um anos de idade, mudar de vida: deixou o campo para trás, distribuiu o que possuía e dirigiu-se ao mosteiro dos capuchinhos, junto do Santuário de Nossa Senhora de Altotting, onde ingressou. Foi recebido como postulante e emitiu a primeira profissão, a 4 de Abril de 1852, tomando o nome de Conrado.

Este homem simples, sem cultura, de coração bondoso e cheio de compaixão para com os mais desprotegidos: pobres, doentes, crianças, viúvas e marginais, exerceu, até 1894, ano em que faleceu, a ocupação de porteiro do convento. Recebia muita gente diariamente, peregrinos da Virgem Negra; a todos oferecia as suas humildes, mas sábias palavras, a todos consolava e aconselhava. Ninguém terminava a sua peregrinação sem visitar o Frei Conrado e sem lhe pedir a generosidade das suas orações. Consideravam-no um santo e um forte intercessor, junto de Deus, para os seus problemas: a consolação recebida da Virgem junta com o apoio deste modesto capuchinho faziam com que regressassem a casa mais confiantes na misericórdia do Senhor.

Frei Conrado só se ausentava da sua porta para dormir, mas pouco, e para pedir esmolas. As crianças adoravam-no, havia sempre um miminho para elas, não admira que quando morreu, a 21 de Abril de 1894, tanta gente lhe quis prestar a sua última homenagem, destacando-se, em maioria, os seus pequenos grandes amigos.

Humilde e discreto em tudo e, até na morte: no dia 18 de Abril de 1894, começou a sentir-se mal e pediu ao superior para o substituir no serviço de porteiro: recolheu à cela onde permaneceu, os dois dias seguintes, em sofrimento e oração. O seu ar sereno, não fazia suspeitar a ninguém que, ao terceiro dia, partiria para o Céu, não sem antes, se ter tentado levantar para abrir a sua porta na qual batiam, insistentemente; não conseguiu manter-se de pé e caiu no chão. Nessa altura, a comunidade apercebeu-se da situação: recebeu os sacramentos, comungou e “voou” serenamente, para junto do Pai e de Nossa Senhora a quem procurava imitar as virtudes.

O frade menor que, dedicou a sua vida inteira a ajudar os irmãos mais carenciados com as suas sábias palavras e que tantas vocações despertou, foi beatificado e canonizado, em Roma, por Sua Santidade o Papa Pio XI, a 30 de Junho de 1930, e em 20 de Maio de 1934, respectivamente.