Beato Estanislau Kubista — 21 de Abril

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Por Olívia Rodrigues

Estanislau nasceu em Katowice, Polónia, a 27 de Setembro de 1898, no seio de uma família humilde, católica e numerosa, sendo ele o quinto de nove irmãos.

A mãe desempenhou, com perfeição, o papel de catequista de tal modo que alguns dos filhos seguiram a vida religiosa; este, com catorze anos de idade, ingressou, por influência de um padre desta congregação, no Seminário Menor de Nysa, pertencente à Sociedade do Verbo Divino, mas o rebentamento da Primeira Guerra Mundial obrigou-o a interromper, visto ter sido mobilizado para o Exército, no qual ocupou o cargo de radiotelegrafista.

Com o final do conflito retomou os estudos, emitiu os votos perpétuos, a 26 de Setembro de 1926, e foi ordenado sacerdote, no dia 26 de Maio de 1927, esperando partir, em missão, para a China, o seu grande desejo. Contudo, os superiores conhecedores das suas potencialidades destinaram-no ao ensino e aos serviços administrativos das casas por onde passou.

Com dotes especiais para a literatura, escreveu e publicou várias obras das quais se salientam: Tesouro Familiar, Mensageiro do Coração de Jesus e O Pequeno Missionário; além de colaborar e de editar numerosas revistas missionárias, pois considerava ser esta uma das formas importantes de evangelização.

Mesmo assim, o apostolado não era, de modo algum, descurado pois exercia-o no apoio aos pobres, aos doentes, às crianças e aos mais desprotegidos, assim como na direcção espiritual de muitos, especialmente, seminaristas que, o consideravam o melhor confessor.

A eclosão da Segunda Guerra Mundial apanhou o gentil, o modesto, o fiel e o sereno Padre Estanislau como orientador da Casa de Górna Grupa, onde assistiu, impassível, à destruição de todo o património, incluindo a oficina gráfica, à confiscação de todos os bens e à detenção de todo o corpo humano incluindo a sua.

Em 5 de Fevereiro de 1940, foi enviado para o campo de concentração de Stutthof, na Polónia – o primeiro a ser construído fora da Alemanha – depois para o de Sachsenhausen, na Alemanha, onde faleceu, a 26 de Abril de 1940, vítima de trabalhos forçados e de torturas, sempre fiel ao caminho que, escolhera – conforme a recomendação da mãe ao entrar para o seminário. Morreu, após três dias de agonia, estrangulado por espezinhamento, na presença dos outros companheiros de cela que assistiram horrorizados ao martírio.

Foi beatificado, a 13 de Junho de 1999, em Varsóvia, integrado no grupo de cento e oito mártires da Segunda Guerra Mundial, em cerimónia presidida por São João Paulo II, quando da Visita Apostólica que este Pontífice realizou à Polónia, entre os dias 5 e 17 de Junho de 1999.