São Faustino da Encarnação Míguez — 8 de Março

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Por Olívia Rodrigues

Faustino nasceu, a 24 de Março de 1831, em Orense, Espanha, no seio de uma família numerosa de agricultores católicos que, souberam transmitir aos filhos os princípios evangélicos: devoção a Nossa Senhora e ao Santíssimo Sacramento, amor à oração e ao seu semelhante, responsabilidade no trabalho e preocupação pelos que mais precisavam.

Esta criança, muito cedo, demonstrou vocação para o sacerdócio, com efeito, após os estudos primários frequentou o seminário e ingressou na Ordem Religiosa das Escolas Pias, em Madrid, no ano de 1850; seis anos depois foi ordenado sacerdote, tomando, então, o nome de Faustino da Encarnação. Este mistério divino constituiu o motor que, o orientou na sua longa vida de Padre Escolápio.

Exerceu apostolado não só no seu país natal, mas também em Cuba, procurando, em todos os sítios onde viveu, amar os irmãos, apoiando-os nas mais diversas necessidades, tais como: no aconselhamento, passava largas horas no confessionário; na catequese de crianças e de adultos; no acompanhamento dos pobres, dos marginalizados, das meninas e das mulheres abandonadas e dos doentes. Para estes últimos preparou diversos produtos fitoterapêuticos.

A importância das plantas e as curas que, com elas se podiam realizar, eram um campo muito querido e que despertava grande curiosidade no espírito do Padre Faustino; convencido de que através delas poderia, também, exercer o seu ministério, estudou-as, assim como os modos possíveis, de as tornar úteis para os enfermos. Muita gente se curou através dos medicamentos por ele experienciados; doze deles chegaram, mesmo a serem aprovados pela Direcção Geral de Saúde e comercializados nas farmácias.

Esta tarefa trouxe-lhe muitas alegrias, mas também muitos dissabores como era de esperar; os inimigos espreitavam por todos os lados, aguardando qualquer oportunidade para actuar, contudo, fazer o bem superava o risco e era determinado de mais para vacilar ou voltar para trás. Com esta finalidade, foi criado o Instituto Míguez aprovado pelo Vaticano e sob cuja direcção se cultivavam as plantas e se elaboravam os remédios.

Também a importância da mulher, no meio em que vive, foi uma das suas grandes preocupações e razão para fundar, em 1875, o Instituto Calasanziano das Filhas da Divina Pastora para a promoção humana e cristã das meninas, especialmente, as mais pobres. Esta congregação animada com o espírito de São José Calasanz – o fundador das Escolas Pias – educava as raparigas a fim de se tornarem, como era intenção do Padre Míguez: “Boas cristãs, boas filhas, boas esposas e boas mães e membros úteis para a sociedade, da qual devem formar a parte mais interessante”.

Depois de uma vida longa e bastante activa de doação aos outros, este Sacerdote Escolápio e Cientista partiu para o Céu, em Getafe, Espanha, no dia 8 de Março de 1925, tendo sido beatificado, em Roma, pelo Papa São João Paulo II, a 25 de Outubro de 1998; e canonizado, a 15 de Outubro de 2017, também em Roma, por Sua Santidade o Papa Francisco.