A morte e o fubá

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Impressões da Terra Brasilis

Numa destas noites em que uma apressada massa polar relegava ao esquecimento um dia chuvoso, fiquei a observar, já início da madrugada, um céu estrelado atrás de nuvens a correr. Tudo se dava como numa filmagem acelerada, de tal sorte que tudo aquilo que normalmente demanda horas e horas era, naquele momento, coisa de minutos. O fenômeno teve o condão de realçar que as estrelas estão sempre lá, a despeito de tudo que nos impede de vê-las, como as atmosferas carrancudas. Enquanto caminhava na direção de casa pensei que aquela visão era uma metáfora, a ser lida por quem postergara o sono: o céu nosso de cada dia tem, nos objetivos mais nobres na vida, seu brilho estelar, que permanece mesmo sob grandes e graves dificuldades. Acreditar que estão ali, à nossa espera, é um misto de fé e de determinação.

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