A paz enquanto conversão do coração e da alma

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“A paz é uma conversão do coração e da alma. É um desafio que pede para ser acolhido dia após dia”. É com estas palavras de um tweet do Papa Francisco que início este artigo. Com o período de férias abrandei um pouco a narrativa. Surgiram outras solicitações que considerei prioritárias, ou seja apoiar a família, nomeadamente, acolher a minha neta, a quem dediquei a maior atenção. Agora que já iniciou o período das aulas, torna-se necessário retomar a atividade. Muito em breve participarei na qualidade de coautora no lançamento de uma Antologia Comemorativa do VI Encontro de Poetas, denominada “A Poesia na Rota de Camões”. Este Encontro de Poetas da Língua Portuguesa-EPLP, “Somos Um Só Verso”, que conta com o Apoio Institucional da CPLP-Comunidade dos Poetas da Língua Portuguesa, ocorre em diferentes países que integram a Lusofonia, entre eles Portugal, na cidade de Lisboa. Mas voltemos ao tema da paz. Existiram dias em que o meu coração se inquietou por ter interrompido a narrativa. Será que vou conseguir retomá-la? Cheguei mesmo a meditar no assunto. Mas como por encanto surgiu no meu pensamento uma canção intemporal de Jacques Brel, “Ne me Quitte pas”, (Não me deixes). Como num sussurro referia “não me deixes, vamos esquecer o tempo perdido… oferecer-te-ei pérolas de chuva vindas de países onde não chove… cobrirei o teu corpo com ouro e luzes… o amor será lei… Temos visto muitas vezes reacender o fogo do velho vulcão… não me deixes… Por analogia pensei na escrita temporariamente colocada de lado. Era tempo de recomeçar, já que o meu coração abrasava à procura da retoma desta paz interior que a narrativa me transmite. Alguns dias a minha neta tinha-se portado muito bem, um verdadeiro encanto, uma ternura, questionei porque é que às vezes tinha tantas “birras”, ao que respondeu: “Vovó, eu sou uma criança!”. Educar não constitui, de todo, uma tarefa fácil, mas sim, um desafio constante que às vezes nos parece tirar do sério, testar os nossos próprios limites. E assim aprendemos mutuamente. É um dar e um receber contínuos.

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