Papa apresenta Espírito Santo como antídoto ao «frenesim» contemporâneo

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O Papa Francisco assinalou no Vaticano a solenidade de Pentecostes, presidindo à Missa no dia que encerra o Tempo Pascal no calendário católico, apresentando o Espírito Santo como antídoto do “frenesim” da vida contemporânea.

“Com a pressa que o nosso tempo nos impõe, parece que a harmonia está posta de lado: reclamados por uma infinidade de coisas, arriscamo-nos a explodir, solicitados por um nervosismo contínuo que nos faz reagir mal a tudo. E procura-se a solução rápida, um comprimido após o outro para continuar, uma emoção atrás doutra para se sentir vivo, quando na verdade aquilo de que precisamos é sobretudo do Espírito. É Ele que coloca ordem neste frenesim”, referiu.

Francisco falou num mundo em “desarmonia” e marcado por “divisões”, no qual “há quem tenha demais e quem não tenha nada, há quem procure viver 100 anos e quem não possa ver a luz”.

“Na era dos computadores, permanece-se à distância: só contactos; mais sociedade, mas menos sociais. Precisamos do Espírito de unidade, que nos regenere como Igreja, como Povo de Deus e como humanidade fraterna”.
O Papa alertou para a tentação das chamadas “bolhas” ou “ninhos”, que levam as pessoas a ficar apenas com o seu próprio grupo, com as mesmas preferências, “alérgicos a qualquer contaminação”.

“Do ninho à seita, o passo é curto, também dentro da Igreja: quantas vezes se define a própria identidade contra alguém ou contra alguma coisa! Pelo contrário, o Espírito Santo junta os distantes, une os afastados, reconduz os dispersos”, declarou.