Em tons de valsa Aguarela-fogo (II)

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31 de Janeiro de 2025

Confortavelmente recostada na sua cama de quase toda uma vida, só, repousada, ela revivia com deleite, com carinho, sem mágoa ou melancolia, as suas recordações, os seus amores, sensações, dores, ilusões e desilusões – as suas memórias, os seus retratos a sépia.

Era um fim de tarde invernoso, de um cinzento plácido, macilento, monótono. Surgia no entanto de quando em vez no horizonte um tímido raio de sol. Ao longe, por detrás das montanhas que ela tanto amava pela sua imponência e majestade, um belo e nítido arco-íris despontava. Mais adiante, como que perdida, uma nuvem chorava a sua ira persistindo em regar alguns, poucos metros, de todo aquele verde-cinza.

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