Beata Madalena Catarina Morano — 26 de Março

0

Por Olívia Rodrigues

Madalena nasceu numa família com oito filhos, de origem nobre, mas humilde, a 15 de Novembro de 1847, em Chieri, Turim, Itália.

A morte do pai desta menina alegre, inteligente, meiga e corajosa fê-la abandonar a escola muito cedo para trabalhar, com muita pena da professora que, via nela grandes capacidades para os estudos; perdia, também uma preciosa colaboradora, pois a criança ajudava-a no apoio aos alunos mais atrasados.

Como tecelã, contribuía para o sustento da casa, ao mesmo tempo que aprendia gramática com um sacerdote, cuidava de uma creche paroquial e preparava a sua formação de docente – um dos grandes sonhos – mas, não o único, já que pretendia consagrar-se ao Senhor.

Aos trinta anos, fez algumas tentativas falhadas, devido à idade ou, talvez, aos desígnios de Deus que, lhe pôs no caminho o Padre João Bosco: o sacerdote convidou-a a entrar na Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora, onde Madalena professou, a 4 de Setembro de 1879, e teve uma carreira brilhante, no ensino.

A formação académica e a capacidade organizativa foram as razões necessárias para os superiores lhe confiarem cargos de responsabilidade e muito importantes: em vinte e nove anos, tantos quantos permaneceu na congregação – faleceu devido a um temor, a 26 de Março de 1908, na Sicília, em Ali Marina –; fundou creches, escolas, lares para idosos, internatos, oratórios e oficinas em todas as partes da ilha.

Pouco tempo depois de ter professado foi enviada para Ali Marina, como visitadora, mestra de noviças e directora, exercendo toda a sua actividade com tal inteligência e zelo que angariou muitos amigos e simpatias; as autoridades eclesiásticas incentivavam-na e definiam-na deste modo: “É uma grande mulher, é uma mulher extraordinária”.

Todos ganharam com a Irmã Madalena Morano: Igreja, congregação, mas, sobretudo, os que com ela conviveram usufruíram da maior parte: doentes, encarcerados, órfãos e viúvas, fez tudo a bem da dignidade humana assente na perseverança que, colhia na oração, na contemplação, na meditação e no amor a Maria Auxiliadora, a São José e à Eucaristia. Dignificou, e bem, a Obra Salesiana.

Esta exemplar filha de São João Bosco, notável educadora e professora, foi beatificada na Sicília, em Catânia, a 5 de Novembro de 1994, pelo Papa São João Paulo II.