São Pedro de Jesus Maldonado Lucero — 11 de Fevereiro

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Pedro nasceu a 15 de Junho de 1892, na cidade de Chihuahua, México, tendo frequentado o seminário local.

O seu percurso académico não foi fácil, pois teve de ser interrompido devido aos problemas políticos surgidos no país, no início do século vinte; a perseguição religiosa ditou o encerramento das aulas.

Entretanto estudou música, e logo que lhe foi possível, retomou a preparação sacerdotal, tendo sido ordenado presbítero em El Paso, Texas, Estados Unidos, devido à doença do Bispo de Chihuahua, no ano de 1918.

Desenvolveu o seu apostolado como pároco de Santa Isabel na sua Arquidiocese: na assistência aos mais pobres, aos doentes, aos marginais, na catequese das crianças, no desenvolvimento de associações marianas e na formação de grupos de adoração ao Santíssimo Sacramento, quer diurnos quer nocturnos.

Apesar de jovem, foi um sacerdote muito querido dos seus paroquianos porque soube perceber e actuar nos pontos mais necessitados da população.

A Guerra Civil e o consequente anticlericalismo custaram ao México, a partir de 1926, muitas vítimas inocentes, sobretudo perseguidos pelo seu amor a Cristo e à Sua Igreja, tendo sido o Padre Maldonado, uma delas: foi preso na quarta-feira de cinzas de 1937, depois da Celebração Eucarística e das confissões, e levado descalço para a Câmara Municipal onde foi insultado e torturado, a ponto de ter sido conduzido ao hospital em estado muito grave.

Fisicamente, não era possível resistir àqueles maus tratos, e o Padre Pedro de Jesus partiu para o Pai na madrugada seguinte, 11 de Fevereiro, data do aniversário da sua ordenação sacerdotal.

Antes de acompanhar os homens armados, ainda teve tempo de guardar no relicário as hóstias consagradas e levá-las consigo sem que ninguém se tivesse apercebido, mas no meio das agressões mais violentas, as espécies espalharam-se pelo chão e um dos carrascos obrigou-o a tomá-las. Assim, teve a suprema felicidade de comungar antes de morrer, como era seu desejo.

Aquele, cujo propósito de seminarista e lema de vida foi: “Ter o coração sempre no Céu e no Sacrário”, já havia sido preso, torturado e ameaçado pela polícia em 1934, mas continuou, corajosamente, a exercer o seu ministério sacerdotal, sem medos, por amor a Cristo e aos irmãos que, tanto dele precisavam. A sua morte foi muito chorada pelo povo que, tanto lhe devia, e para o qual já era santo.

Este presbítero foi beatificado pelo Papa São João Paulo II a 22 de Novembro de 1992 e a 21 de Maio de 2000, foi canonizado, conjuntamente, com mais vinte e quatro mártires da Guerra Cristera Mexicana, pelo mesmo Pontífice.