Papa assinala solenidade de Cristo-Rei e diz que universo «não avança ao acaso»

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O Papa assinalou no Vaticano a solenidade de Cristo-Rei, com que se conclui o ano litúrgico na Igreja Católica, e disse que o universo “não avança ao acaso”.

Falando desde a janela do apartamento pontifício, antes da recitação do ângelus, Francisco sublinhou que esta celebração “recorda que a vida da criação não avança ao acaso, mas dirige-se para uma meta final, a manifestação definitiva de Cristo, Senhor da história e de toda a criação”.

Numa reflexão sobre a realeza de Cristo e do seu “reino”, o Papa sublinhou que, em toda a sua vida, foi “evidente” que Jesus “não tem ambições políticas”.
“Para Jesus, o reino é algo diferente e não se realiza, certamente, com a revolta, a violência e a força das armas”.

O pontífice realçou que Jesus Cristo ensina que, “acima do poder político”, há algo “muito maior”, que não se obtém com meios humanos.

“Trata-se da verdade divina que, definitivamente, é a mensagem essencial do Evangelho: Deus é amor e quer estabelecer no mundo o seu reino de amor, de justiça e de paz”, precisou.

Falando perante milhares de peregrinos que enfrentaram a chuva, na Praça de São Pedro, Francisco observou que o reino de Jesus se “estende até ao fim dos tempos” e que a história ensina que outros reinos, “fundados sobre o poder das armas e sobre as prevaricações” são frágeis.

“Todos nós queremos paz, todos nós queremos liberdade, todos nós queremos plenitude”, assinalou, pedindo aos fiéis que deixem que Jesus seja o seu “rei”.

“Um rei que, com a sua palavra, o seu exemplo e a sua vida imolada sobre a cruz nos salvou da morte, indica o caminho ao homem cansado, dá nova luz à nossa existência marcada pela dúvida, o medo e as provações de todos os dias”.