Beata Carolina Kózka — 18 de Novembro

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Por Olívia Rodrigues

Carolina nasceu, em Wal-Ruda, Tarnów, Polónia, a 2 de Agosto de 1898, numa família de onze filhos, muito humilde e em cuja casa se reuniam os vizinhos para rezar, em substituição da igreja, bastante distanciada e de difícil acesso para a maioria deles. As crianças, também, participavam e, assim, iam adquirindo a sua formação cristã.

Na escola, Carolina distinguia-se pela simpatia que, irradiava e pelo bom comportamento e aproveitamento na maioria das disciplinas, sobretudo, na de moral e religião, valendo-lhe várias distinções.

Sempre muito interessada nos assuntos de Deus e nas necessidades dos irmãos, ainda arranjava tempo para se dedicar ao voluntariado junto dos mais pobres; através de associações das quais foi membro bastante activo como: Rosário Vivo, Apostolado da Oração e Sociedade da Abstinência, cujos compromissos cumpria escrupulosamente, e ajudava a que os outros o fizessem também.

Nutria especial devoção ao Santíssimo Sacramento, ao Sagrado Coração de Jesus, à Paixão de Cristo e a Nossa Senhora, comungando, frequentemente, a partir do momento em que, foi construída uma nova igreja mais perto da sua residência.

Contudo, o sossego desta família, assim como, o dos vizinhos, sofreu rude golpe quando, no dia 18 de Novembro de 1914, um militar russo se aproximou da casa dos Kózka, batendo à porta a fim de indagar sobre a direcção que, os soldados austríacos tinham seguido. Pura desculpa, pois o cossaco, apontando a arma, obrigou Carolina e o pai a entrarem na mata; uma vez aí, forçou o homem a voltar para trás e a menina a acompanhá-lo.

Deste episódio só se sabe que: pouco tempo depois, dois rapazes viram-na a lutar com o soldado e correndo, foram avisar a família que, já nada presenciou; e o corpo só foi encontrado, no dia 4 de Dezembro, muito maltratado com golpes mortais. O resultado dos exames feitos revelou que Carolina não perdeu a virgindade. No seu funeral, compareceram muitos amigos, vizinhos e alguns soldados russos convencidos de que esta menina tinha morrido vítima da castidade.

Carolina Kózka, modelo de pureza, foi beatificada na sua terra natal, Tarnów, a 10 de Junho de 1987, por São João Paulo II, durante uma das visitas que, o Sumo Pontífice fez ao seu país de origem.