Papa sublinha missão da Igreja Católica em «encontrar estradas sempre novas de proximidade»

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O Papa sublinhou no Vaticano a necessidade de uma Igreja Católica capaz de intervir na ameaça desumanizadora que paira sobre milhões de refugiados e migrantes, sem teto nem nação.

“Hoje cada migrante corre o risco de se tornar numa pessoa desarraigada, sem rosto, sem identidade. Esta é uma perda gravíssima que pode ser evitada com a escuta, caminhando ao lado dessas pessoas e comunidades”, frisou Francisco, durante uma audiência com um grupo de missionários scalabrinianos.

A congregação dos Missionários de São Carlos Barromeu, cuja obra passa muito pelo setor pastoral das migrações, em especial no Apostolado do Mar, esteve em Roma a promover o seu Capítulo Geral, guiado por um novo superior, o padre brasileiro Leonir Chiarello.

No encontro com os participantes deste evento, o Papa argentino salientou que a intervenção da Igreja Católica na crise migratória, deve ter como base “encontrar estradas sempre nova de evangelização e proximidade”.

“Atualmente, como no passado, esta missão acontece em contextos difíceis, por vezes de desconfiança e de preconceito, até mesmo de rejeição de quem é estrangeiro”, referiu Francisco, que incentivou os scalabrinianos a um trabalho cada vez mais “corajoso e perseverante”, no sentido de “levar o amor de Cristo aos que, distantes da pátria e da família, correm o risco de se sentiram inclusive distantes de Deus”.