São Caetano Errico — 29 de Outubro

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Por Olívia Rodrigues

Caetano nasceu, na cidade de Secondigliano, Nápoles, Itália, a 19 de Outubro de 1791. A sua família era muito numerosa – nove filhos – e pobre, mas a devoção a Nossa Senhora e ao Santíssimo Sacramento, sempre presente, fez desta prole, gente muito capaz: trabalhadora, caridosa, generosa e preocupada com o bem-estar dos irmãos ainda mais necessitados.

Caetano sobressaiu: desde cedo manifestou o desejo de ser padre, resolução acolhida com alegria e entusiasmo e para a qual todos contribuíram à sua maneira; ingressou no Seminário aos dezasseis anos e foi ordenado sacerdote aos vinte e quatro anos.

Exerceu o apostolado na sua cidade natal, bem precisada de alguém que, de alma e coração, a ela se dedicasse: os doentes, os marginais, os órfãos, as viúvas, as raparigas desamparadas, os pobres, os encarcerados e aqueles que, viviam relações ilegais muito lhe ficaram a dever: para todos eles foi o pai, o irmão, o amigo sempre presente nos momentos difíceis, mas também nos felizes, porque os houve. As ruas e o confessionário eram os seus lugares prediletos, tanto ajudava com bens essenciais, como com dinheiro para a compra de medicamentos ou para o pagamento da renda da casa, a fim de ser evitada a situação de despejo, sobretudo, quando havia idosos e/ou crianças.

Acompanhava, com muita preocupação, aqueles que viviam à margem da doutrina cristã e convidava-os a reconciliarem-se com o Senhor, aconselhando-os: “Ide para os braços do Pai, declarai-vos culpados e o Deus de bondade e de misericórdia, riquíssimo, não vos expulsará da sua face e da sua presença!”.

O tempo, para ele, não contava, empregava-o, generosamente, com aqueles que dele precisavam, não admira que o apelidassem de: “o santo” ou “o superior”. Era entre os mais pobres e desprotegidos que se sentia bem; a sua caridade não tinha limites, tudo conseguia ultrapassar, sempre apoiado na oração e na penitência constantes.

Em certo momento, percebeu que a obra iniciada não podia parar, mas sim continuar, então, seguindo uma inspiração divina, fundou a Congregação dos Padres Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria e iniciou a construção da Igreja de Nossa Senhora das Dores que, levou doze anos a ser concluída, devido às contínuas dificuldades.

A vida não lhe foi fácil: passaram por ele inúmeras contrariedades e muitos sofrimentos, mas o amor dedicado à Sagrada Eucaristia e a devoção à Virgem das Dores foram mais fortes e fizeram-no vencer todos os obstáculos.

Para o seu querido povo de Secondigliano, também promoveu retiros espirituais e a devoção eucarística.

Antes de partir para o Pai, a 29 de Outubro de 1860, já gozava de fama de santidade; ainda hoje, muitos devotos de toda a Itália lhe pedem intercessão junto de Deus e, alguns, fazem questão de deixar testemunhos para as perpetuar. Essas dádivas encontram-se expostas em museu próprio, na casa-mãe da Congregação que, fundou com tanto amor.

O Padre Caetano Errico, o pai dos pobres de bens materiais e de moral, foi beatificado, em Roma, por São João Paulo II, a 14 de Abril de 2002, e canonizado, também na mesma cidade, em 12 de Outubro de 2008, por Sua Santidade o Papa Bento XVI.