Beata Ana Maria Aranda Riera — 14 de Outubro

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Por Olívia Rodrigues

Ana Maria nasceu a 24 de Janeiro de 1888, em Denia, Alicante, Espanha, numa família católica e socialmente, bem colocada. Os pais apostaram na sua educação, confiando-a às Irmãs Carmelitas, cujo colégio frequentou, obtendo sempre altas classificações.

Mas esta menina calma, cumpridora dos seus deveres e amiga de ajudar quem dela precisava, distinguiu-se muito cedo pelo amor que, dispensava à Sagrada Eucaristia e a Nossa Senhora, devoções mantidas ao longo de toda a sua existência.

Conseguiu, sempre, conciliar a actividade profissional com a formação cristã e o voluntariado, tendo sido membro da Acção Católica Feminina, das Filhas de Maria e das Conferências Vicentinas de São Vicente de Paulo.

A sua grande paixão eram os pobres e os jovens; uns e outros mereciam-lhe redobrada atenção, especialmente, nos tempos que antecederam a Revolução Espanhola de 1936-1939.

A posição tomada junto dos mais frágeis e a defesa perante os direitos da Igreja começaram a dar demasiado nas vistas, tornando-a uma figura não grata aos olhos dos revolucionários, passando a ser alvo de observação mais atenta.

O ódio crescente que, alastrava o país não deixava ver o bem, era seu objectivo final, a destruição de tudo e de todos aqueles que, fossem contrários aos ideais comunistas, tal como Ana Maria. Não tardou muito que fosse presa, interrogada e martirizada vezes sem conta, mantendo-se sempre firme perante as suas convicções morais e religiosas; nada a fez demover, nem ameaças e, muito menos, promessas. Manteve-se sempre de pé, apoiada no Senhor, na Virgem Maria e nos irmãos, a quem tanto amava; todos juntos constituíram a razão pela qual ofereceu a sua própria vida.

Permaneceu algum tempo numa cadeia improvisada para mulheres, em Valência: era a mais consciente e paciente de todas, às companheiras incutia coragem, rezava com elas o terço e fazia-as entender que o Céu era lugar seguro e o único para onde valia a pena ir.
Após curto período no cárcere, a 14 de Outubro de 1936, foi levada com outras detidas para Picadero de Paterna e, aí, fuzilada enquanto exclamava: “Viva Cristo Rei!”. Desta forma, generosamente, se entregou nas mãos do Senhor.

Ana Maria Aranda Riera, exemplo de constância, caridade e firmeza, foi beatificada, juntamente, com os duzentos e trinta e três mártires da perseguição religiosa de Valência, a 11 de Março de 2001, em cerimónia presidida por São João Paulo II.