São José Maria de Yermo y Parres — 20 de Setembro

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Por Olívia Rodrigues

José Maria nasceu, a 10 de Novembro de 1851, em Jalmolonga, México, numa família cristã. Foi educado pelo pai, ilustre advogado, e por uma tia visto ter perdido a mãe com cinquenta dias de vida.

Depois de frequentar o seminário e ter sido ordenado sacerdote em 1879, exerceu o seu apostolado na Diocese de Leão com relevo para a catequese, na pregação e no apoio aos mais necessitados, e ainda, ao serviço da Cúria Diocesana.

Como não gozava de muita saúde, o trabalho excessivo que desempenhava enfraqueceu-o, ao ponto de desenvolver uma infecção pulmonar bastante difícil de tratar. Recuperado, o Bispo enviou-o para uma zona periférica da cidade, com o intuito de, sendo mais calma, não o desgastar tanto.

O Padre José Maria não era pessoa para ficar sossegado durante muito tempo, e cedo se apercebeu da mísera vida daquela pobre gente. A falta de condições de sobrevivência que verificara, trazia enormes consequências e, uma delas, a mais grave, o abandono de crianças e mulheres.

Conseguiu, com muito esforço e dedicação, criar uma Casa de Beneficência e fundar a Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus e dos Pobres para resolver a parte humana, não descurando o desenvolvimento moral e cristão do povo. Os que mais se tinham sensibilizado com os resultados, tornaram-se mais caridosos compreendendo, finalmente, a tamanha grandeza desta Obra de Misericórdia. A catequese, a Eucaristia e a Adoração do Santíssimo Sacramento começaram, também, a fazer parte da rotina daquela gente.

Os bons resultados obtidos chegaram depressa ao conhecimento dos responsáveis do país que, ansiavam ver a Obra implementada nos mais diversos locais do México.

Este homem frágil ganhava forças sobre humanas, quando se tratava de responder às necessidades dos irmãos, e estava sempre disponível para tudo quanto o Senhor lhe pusesse no caminho. O povo mexicano muito lhe deve; foi um grande promotor dos seus direitos e um zeloso Pastor.

A vida do “Gigante da Caridade” foi gratificante, sem dúvida, mas não isenta de grandes dificuldades, incompreensões e sofrimentos físicos, ultrapassados através da oração, da devoção à Sagrada Eucaristia, ao Santíssimo Sacramento e à Virgem Maria e ao incondicional amor que, dispensava aos mais desprotegidos – os seus preferidos.

Faleceu, com fama de santidade, no dia 20 de Setembro de 1904, tendo sido bea- tificado a 6 de Maio de 1990, e canonizado, no dia 21 de Maio de 2000, por São João Paulo II.