Santo Ezequiel Moreno y Diaz — 19 de Agosto

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Por Olívia Rodrigues

Ezequiel nasceu, numa família humilde e cristã, a 9 de Abril de 1848, em Alfaro, Espanha.

A educação que recebeu, tal como os restantes quatro irmãos, influenciou a sua tomada de decisão de vir a ser sacerdote.

Seguindo o exemplo de Eustáquio, o mais velho da prole, ingressou, em 1864, na Ordem dos Agostinianos Recoletos, em Monteagudo, Navarra, tomando o nome de Frei Ezequiel de Nossa Senhora do Rosário.

Poucos anos depois de emitir os votos solenes, começou, a sua tão desejada vida, como missionário: primeiro nas Filipinas e depois na Colômbia para onde partiu, como superior da expedição dum pequeno grupo de sacerdotes.

Fez um trabalho excelente naquele país: começou pelo restabelecimento da observância da Regra nas diferentes comunidades da Ordem; continuou com a reconquista das missões em Los Llanos de Casanare, até há algum tempo, da responsabilidade do seu instituto e, devido ao sucesso na pregação e êxito na acção desenvolvida; foi nomeado Bispo de Pinara, Vigário Apostólico de Casanare, e mais tarde; Bispo de Pasto.

Muito preocupado com as carências humanas: os dramas dos pobres, dos marginais, dos órfãos, dos doentes, não lhe ficavam indiferentes e; ciente do caminho que tinha de percorrer, dedicou-lhes uma boa parte da sua vida como Pastor humilde e bem-amado.

O seu apostolado não passou indiferente aos importantes do país, tanto clérigos como governantes, ao ponto de se sentirem incomodados, dificultando-lhe a missão evangelizadora. De tal forma era o sofrimento moral e físico – padecia de um cancro nasal – que resolveu deslocar-se a Roma, a fim de obter a sua renúncia do Papa Leão XIII que, não a aceitou; era impossível a Igreja perder tamanho valor.
O regresso não foi, de modo algum, pacífico, como já era de esperar: os ataques continuaram e, pior, a guerra civil deflagrara.

D. Ezequiel Moreno y Diaz, devido ao agravamento do seu estado de saúde, teve de voltar a Espanha para se tratar, com muita pena daqueles que tinha ajudado e por quem era tido como irmão inseparável.

As duas operações a que se submeteu, não foram suficientes para o prender à terra; chegara o momento de se encontrar com Aquele a quem mais amava e com a sua querida Nossa Senhora do Rosário.

O homem de oração, penitência, contemplação e dedicação aos irmãos, especialmente, aos mais desprotegidos, partiu para o Céu, a 19 de Agosto de 1906, na sua humilde cela do Convento de Monteagudo, em Navarra.

Os colombianos que, muito lhe deviam mas, sobretudo, o amavam, desde logo, o consideraram santo e pediam ajuda para os seus males, pois sabiam que o Senhor não lhe negaria nada e muitas curas se realizaram. Actualmente, é tido como especial intercessor pelos doentes de cancro.

Frei Ezequiel de Nossa Senhora do Rosário, um dos maiores evangelizadores da América, foi beatificado em 1975, por Sua Santidade o Beato Paulo VI, e canonizado, a 11 de Outubro de 1992, por São João Paulo II.