Beata Maria Eutímia Üffing — 9 de Setembro

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Por Olívia Rodrigues

Ema nasceu, a 8 de Abril de 1914, em Halverde, Steinfurt, Alemanha, numa numerosa e humilde família cristã.

A saúde frágil, provocada por raquitismo, não a impediu nem de estudar nem de se consagrar ao Senhor, desejo que alimentava desde os catorze anos.

Ao cursar Economia Doméstica num hospital perto de casa, orientado pelas Irmãs da Misericórdia de Münster, teve a certeza de que queria, mesmo, seguir a vida religiosa; ingressou naquele Instituto aos vinte anos, emitindo os votos perpétuos a 15 de Setembro de 1940, adoptando o nome de Irmã Maria Eutímia.

Durante o duro período da Segunda Guerra Mundial trabalhou, como enfermeira dedicada, no Hospital de São Vicente em Dinslaken. O amor que, dedicava aos irmãos mais necessitados, fez dela uma profissional de excelência, respeitada por colegas e médicos, e muito amada dos doentes. Sempre atenta aos prisioneiros de guerra, não os largava, tudo fazia para os aliviar da dor, e no caso de morte, solicitava, de imediato, um sacerdote, de modo a que ninguém partisse para o Pai sem primeiro ter recebido os sacramentos.

Sentia-se bem na pele de profissional de saúde, por isso, não admira que se tivesse ressentido quando, terminado o conflito, foi transferida para outro serviço – responsável de lavandaria –, no entanto, desempenharia qualquer tarefa: o importante era fazê-la com humildade e com amor, sempre de olhos postos no Senhor.

Mesmo muito ocupada, não deixava de visitar os doentes quando podia, de orar pelas suas melhoras e também pelas intenções de todos aqueles que lhe pediam, pois consideravam-na pessoa de virtudes.

Os grandes dramas da Humanidade: pobreza e marginalidade mas, também, os presos e os órfãos, estavam bem dentro do seu coração, a todos ajudava segundo as suas possibilidades; o tempo muito ocupado e a degradação da saúde, por vezes, não a deixavam avançar mais. Fez, com certeza, tudo o que estava ao seu alcance.

Esta humilde servidora dos homens e grande servidora de Deus teve uma agonia breve – apenas algumas semanas – mas de sofrimento atroz: um cancro levou-a, rapidamente, à presença do Senhor, a quem tanto amava.

A oração, a meditação, a entrega total a Deus e aos irmãos, assim como a grande devoção que, dispensava a Nossa Senhora, fizeram desta débil figura humana, uma grande gigante no Céu mas também na terra; faleceu, com fama de santidade, passando, imediatamente, a ser venerada dentro e fora da Alemanha.

A data de 9 de Setembro de 1955, ao contrário de ter sido triste pela perda terrena da Irmã Maria Eutímia Üffing, foi um dia feliz, pois entrou no Céu mais uma santa preparada para interceder por todos nós.

O Papa São João Paulo II beatificou esta humilde religiosa, na Praça de São Pedro, em Roma, a 7 de Outubro de 2001.