São Leopoldo Mandic — 30 de Julho

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Por Olívia Rodrigues

Leopoldo, de origem croata, nasceu, a 12 de Maio de 1866, em Castelnovo de Cátaro, Jugoslávia, recebendo dos pais uma sólida educação católica.
Muito preocupado com a separação dos cristãos, decidiu ingressar, a 2 de Maio de 1884, na Ordem dos Capuchinhos a fim de trabalhar no Oriente pela unidade da Igreja.

Depois de ter sido ordenado sacerdote, no dia 20 de Setembro de 1890, em Veneza, pediu aos superiores que o enviassem em missão, de modo a poder dedicar-se à integração na Igreja Católica dos cristãos ortodoxos, o que lhe foi negado devido à sua fraca saúde.
O Senhor pretendia que exercesse o seu ministério de outra forma e em lugares bem mais perto. Para quê sair de Itália, se era preciso percorrê-la? O povo necessitava de apoio, de alguém que lhe pudesse transmitir paz, e disponível para o ouvir, o aconselhar, o orientar. O Padre Leopoldo possuía todas essas características.

A sua vida inteira foi dedicada ao Sacramento da Reconciliação. Nos primeiros anos, passando por diversos mosteiros, em 1909, estabelecendo-se, definitivamente, no Convento de Santa Cruz, em Pádua.

Na humilde cela, onde recebia, havia sempre alguém, fosse a que horas fosse, mesmo exausto, chegava a atender cinquenta pessoas num só dia. O seu sorriso, o trato agradável e a sua disponibilidade nunca o abandonaram; tinha todo o tempo do mundo para cada irmão.

Apesar de doente, padecia também de um tumor no esófago que, lhe causava muito sofrimento; a tudo resistia, mantendo-se em união íntima com Deus, em oração intensa à Virgem Maria – a Padroeira Bendita – penitenciando-se e dedicando grande amor aos irmãos.

Rogava ao Senhor que lhe concedesse a graça de fazer todo o bem possível ao seu semelhante: mas de modo oculto, sem divulgação, sem que ninguém soubesse, e foi atendido; viveu sempre no escondimento. Só Deus é conhecedor da sua obra.
Pode afirmar-se, sem sombra de dúvida, que a sua passagem terrena assentou em dois pilares: o amor ao Sacramento da Reconciliação e à Eucaristia. Sobre ela dizia: “Oh! Se os nossos olhos pudessem ver o que acontece sobre o altar durante a Missa! A nossa pobre humanidade não poderia suportar a grandeza de tamanho mistério”.

Na manhã, do dia 30 de Julho de 1942, quando se preparava para celebrar a Eucaristia expirou, enquanto rezava uma prece a Nossa Senhora que, certamente, o acompanhou no caminho para o Pai. Sereno, como sempre viveu, assim faleceu o “Herói do Confessionário”.

Os seus restos mortais ficaram depositados na capela, junta à Cela da Reconciliação – seu posto de trabalho.

Foi beatificado, a 2 de Maio de 1976, pelo Papa Beato Paulo VI, durante o Sínodo da Evangelização e canonizado, a 16 de Outubro de 1983, por São João Paulo II, no decurso do Sínodo da Reconciliação e Penitência. As duas cerimónias tiveram lugar na Basílica de São Pedro, em Roma.