Beato Carlos Manuel Cecílio Rodrígues Santiago — 13 de Julho

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Por Olívia Rodrigues

Carlos nasceu, a 22 de Novembro de 1918, em Caguas, Porto Rico, numa modesta família cristã. A mãe, senhora muito serena, de fé bem firme, conseguiu transmitir-lhe os valores cristãos e a aceitação de todos os desígnios de Deus, mesmo os mais dolorosos – como a perda, num forte incêndio, dos bens que possuíam: casa e propriedade. Acolhidos pelos avós maternos, ali, naquele ambiente sadio, recebeu a educação que, o havia de marcar para sempre.

Os primeiros estudos, fê-los no Colégio das Irmãs de Nossa Senhora, onde desenvolveu uma amizade que, durou uma vida inteira. Inteligente, trabalhador e empenhado em tudo onde se metia, foi aconselhado a tirar um curso superior.

Não focou a sua existência, somente, na profissão; muito interessado, tudo lhe chamava a atenção: foi um amante das artes, da filosofia, da natureza, da religião e da música sacra. Somente, a saúde não o ajudava, padecendo de uma colite ulcerosa com quem teve de conviver sempre, umas vezes melhor outras pior.

Como leigo, consagrou-se ao Senhor no mundo: empregando quase todo o modesto salário na divulgação da Palavra de Cristo, especialmente, através da sagrada liturgia, traduzindo e publicando artigos, organizando um “Circulo de Liturgia” e, fundando o coro paroquial ”Te Deum laudamus”. Também foi membro activo da Confraria da Doutrina Cristã, da Sociedade do Santo Nome e dos Cavaleiros de Colombo, onde formou vários grupos de debate. Era grande defensor da renovação litúrgica da Igreja, especialmente, da participação regular dos fiéis e da utilização da língua vernácula. Escreveu, também, alguns artigos e pensamentos muito apreciados.

A maior parte do tempo da sua curta vida foi dedicada à Obra de Deus como leigo e, entre os leigos, numa acção de incalculável importância. Homem da sua época, preocupado com as questões prementes com que se debatia a Igreja, soube tocar, de modo admirável, nos pontos cruciais, realizando todo o trabalho a que se havia proposto.

No dia 13 de Julho de 1963, padecendo de cancro, partiu, serenamente, para o Céu; ali o esperava, com certeza, aquela que sempre o acompanhou – Nossa Senhora.

Carlos Manuel Cecílio Rodríguez Santiago foi beatificado, a 29 de Abril de 2001, pelo Papa São João Paulo II.