Papa denuncia ditaduras da calúnia

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O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para as consequências da comunicação caluniosa e manipuladora, dando como exemplo a perseguição dos judeus pelo regime nazi.

“Uma comunicação caluniosa, contra os judeus; e acabavam em Auschwitz porque não mereciam viver. Oh… é um horror, mas um horror que acontece hoje: nas pequenas sociedades, nas pessoas e em muitos países”, disse, na homilia da Missa a que presidiu na Capela da Casa de Santa Marta.

Francisco recordou as pessoas e países “destruídos por ditaduras malvadas e caluniosas”.

“O primeiro passo é apropriar-se da comunicação, e depois da destruição, o juízo e a morte”, advertiu.

O Papa observou que ainda hoje se usa o método de “destruir a livre comunicação” para instaurar ou reforçar ditaduras.

Na conclusão da homilia, Francisco exortou os presentes a reler a história de Nabot no capítulo 21 do I Livro dos Reis e a pensar em “tantas pessoas destruídas, em tantos países destruídos, em tantas ditaduras de ‘luvas brancas’” que destruíram nações inteiras com a manipulação da comunicação.